Essa foi a pergunta que fiz a um professor de geografia física quando estava na graduação, e com um tom de brincadeira respondeu: “Aquela que o aluno aprende!”. Isso sempre me fez questionar, pois o melhor professor que eu já tive sou eu mesmo, tudo que falo eu compreendo, mas os meus alunos, como estão compreendendo e aprendendo?
Acredito que este seja o maior desafio da educação, fazer com que o aluno aprenda. Desde os sete anos até hoje vivo na educação. Em momentos como aluno e outros como profissional da área. Já vivenciei várias práticas pedagógicas e pelo meu olhar todas são boas, levando em consideração a contextualização histórica de como, quando, quanto e para quem será direcionada.
Certa vez, um professor que trabalhava comigo fez uma colocação interessante, disse que devemos perguntar como as pessoas gostam de aprender, antes de iniciarmos uma aula. Cada pessoa tem sua forma, uma maneira mais confortável de aprender algo e boa parte gosta de aprender na prática. Disse também que ao invés de levarmos a teoria para aprender a prática, porque não trazer a prática para aprender a teoria?
Isso gera material para boas horas de debate, acrescento também que devemos partir do micro para entender o macro e do macro para compreender o micro, parece filosófico, mas não é. Sempre estou perguntando:  o que eu ensino? Por que ensino? Para quem ensino? Qual o melhor caminho para isso?
Hoje, trabalho com a educação profissional e gosto de aplicar essa ideia, de trazer a prática para encontrar a teoria, buscar a vivência dos alunos, exemplos de sucesso e de momentos não tão bons, fazendo uma intersecção com os conteúdos desenvolvidos. Lembrando o professor citado no começo do texto, ele dizia que em educação o processo é demorado, requer maturação e deve-se fazer os ajustes ao longo da estrada. Sendo assim, levar a ação-reflexão-ação, permite compreender o momento e suas conexões, levando a uma tomada de decisão precisa, eficaz e eficiente.
Encontrar mecanismos e práticas que permitam deixar mais leve o processo de ensino e aprendizagem, faz com que perguntas como: nossos modelos e conteúdos acompanham a evolução da sociedade? Estamos preparando, de fato, nossos alunos para a inserção no mundo do trabalho e para a vida? – sejam respondidas com mais precisão e afinco.
O desafio e a cobrança são equivalentes! Preparar seres humanos para conviver com outros seres humanos, para que cresçam moralmente, intelectualmente e também economicamente. Gosto de um provérbio Persa: “O homem sábio busca a sabedoria, o tolo diz que a encontrou.” Estamos em uma busca constante, de qual é a melhor prática que faça o aluno aprender de forma prazerosa…

Carlos Augusto Godoy  Coordenador Pedagógico do Ceproesc