*Artigo indicado para gestores

O Ceproesc se preocupa com a performance dos jovens aprendizes em todas as áreas. Uma delas é a alimentação, que pode aumentar seu desempenho no trabalho gerando satisfatória aprovação de seus gestores.
A aprendizagem nas aulas de Saúde e Bem Estar retrata as características dos alimentos e as funções dos nutrientes no nosso corpo. Assim, analisando as informações sobre aumentos de peso corporal, taxa de gordura e doenças vasculares e hormonais, o jovem aprendiz busca melhorar sua alimentação através da sua educação ou reeducação alimentar.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE), a cada ano aumenta a taxa de brasileiros acima do peso ideal. Em 1974, somente 28,7% das mulheres e 18,5% dos homens brasileiros estavam com excesso de peso. Em 2015, constatou-se que 56,9% da população acima de 18 anos está com sobrepeso, de acordo com a Secretaria da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
O aprendizado objetiva a qualidade dos alimentos, tendo em vista, a função dos nutrientes. Cada alimento contém uma reunião de nutrientes que representam suas características. Por exemplo, uma banana contém mais carboidratos dissacarídeos (sacarose, frutose e glicose) do que proteínas e lipídios, além de ser rica em sais minerais como potássio e vitaminas A, B e C.
Durante as aulas, os jovens aprendizes obtém a educação alimentar sobre os nutrientes de forma específica para que a reeducação alimentar ocorra de forma natural. Através de substituições dos alimentos ricos em açúcares e gorduras, por alimentos mais saudáveis, o equilíbrio do corpo ajusta e fortalece a saúde aumentando o vigor físico e disposição para as tarefas da empresa e dos estudos.
Os tão temidos açúcares, também conhecidos como carboidratos, sacarídeos, hidratos de carbono e glicídeos, é desmistificada na separação de suas classes. Os monossacarídeos (glicose, frutose e galactose), não necessitam ser digeridos. Por isso, através da sua função energética, em excesso acaba sendo armazenada na forma de gordura no tecido adiposo. Os dissacarídeos, açúcares formados por dois monossacarídeos (sacarose, lactose e maltose), necessitam de digestão. Neste caso, a ingestão de alimentos contendo dissacarídeos não provocaria armazenamento de energia, pois para que possamos aproveitar os monossacarídeos é preciso gastar energia com a digestão.
Os polissacarídeos são carboidratos contendo mais de dez monossacarídeos unidos. Sendo assim, a necessidade da digestão para quebra-los. Mas, a ingestão em grande quantidade libera um excesso de monossacarídeos que podem acabar armazenados na forma de gordura. Os alimentos contendo polissacarídeos são os que apresentam amido, como as massas (farinhas), arroz, feijão, castanhas, nozes, mandioca, batata doce, batata inglesa, inhame, mandioquinha, beterraba, etc.
As proteínas são definidas como construtores e reconstrutores do corpo, pois contém aminoácidos que formam as proteínas de diversas funções no organismo, como cabelos, unhas, hormônios, enzimas e anticorpos (imunoglobulinas). Sua digestão é lenta e por isso, o jovem aprendiz que apresenta dupla jornada (trabalho e estudos noturnos), entende que a ingestão excessiva antes de dormir prejudica seu descanso.
Os lipídeos, considerados também como vilões da alimentação, são necessários para a saúde e equilíbrio do corpo. Pois fazem parte das membranas celulares, hormônios, entre outros, auxiliam no controle do colesterol. Mas todo cuidado é pouco. A ingestão de alimentos gordurosos processados e fritos, aumentam o índice de colesterol ruim, o chamado LDL, lipídio de baixa densidade. Porém, a ingestão de alimentos naturais oleaginosos como castanhas, nozes e abacate, que contem HDL, lipídeos de alta densidade, faz com que o LDL diminua, diminuindo assim, o índice de arterosclerose (inflamação dos vasos sanguíneos por gorduras) e ateroma (entupimento vascular), que podem causar AVE e má circulação sanguínea.
A ingestão de vitaminas e sais minerais em frutas, verduras e legumes, provocam equilíbrio orgânico, possibilitando assim, o ajuste corporal para diversas funções vitais.
A alimentação, apresentada pelos nossos pais, passou por alterações ao longo da história. Pois as condições das famílias mudaram completamente o cenário alimentar. Nossos avós cozinhavam alimentos frescos enquanto os avôs buscavam o salário mensal. A realidade dos nossos pais foi de trabalho muitas vezes mutuo não obtendo tempo para o cozimento dos alimentos. Sendo assim, a busca por uma alimentação rápida e eficiente se fez necessária. Devido a essas necessidades, foi criado os alimentos fast food, e com eles uma série de alimentos pré-cozidos ricos em gorduras e sais como conservantes, e açúcares para agradar os clientes com sobremesas. A facilidade e os sabores foram aumentando a cada ano, bem como as taxas de obesos e doenças relacionadas a alimentos.
No Brasil, o cenário de aumento de peso está acelerado, assim como no mundo. A pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009) realizada pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, mostram que o número de crianças acima do peso continua aumentando de forma significativa (ROCHA, 2013, 17).

A reeducação alimentar mostra a necessidade de substituir alimentos de fácil digestão por alimentos naturais e que levam um tempo para serem digeridos. Essa mudança não necessita ser radical, se o indivíduo não apresenta quadro grave de patologia alimentar ou por consequência da mesma, e sim aos poucos com introdução de alguns alimentos no decorrer do dia.
Deste modo, os hábitos alimentares alterados gradualmente a saúde proporcionando inversão do quadro mencionado ao longo do tempo. Os jovens de hoje serão pai e mãe no futuro, transmitindo esses hábitos aos seus filhos.

Para manter a boa saúde se faz necessário educação alimentar. Ou seja, o conhecimentos do que está ingerindo e suas propriedades. Deste modo, a consciência alimentar é alterada e o jovem aprendiz reeduca seus hábitos para potencializar seu corpo em saúde e disposição para as tarefas diárias do trabalho e dos estudos com alimentos ricos em nutrientes eficientes e fundamentais ao organismo. A alteração de hábitos de hoje trás a mudança do amanhã. O cenário de obesidade infanto-juvenil de um país se altera  com educação e conhecimento dos futuros pais do amanhã.

FONTES

  • Rocha, Laira Moema, Obesidade Infantil: uma revisão bibliográfica, 2013)
  • Berne, Robert; Levy, Mattew; Koopen, Bruce; Stanton, Bruce; FISIOLOGIA, Mosby 2004.

 

Flaubert Menezes Ministra aulas de Saúde Qualidade de Vida, Preservação do Equilíbrio do Meio Ambiente