Nos meses de outubro e novembro intensificam-se as campanhas em específico do câncer de mama e câncer de próstata. Vale ressaltar os avanços da tecnologia no auxilio do diagnóstico precoce dessas células no organismo tanto de mulheres quanto de homens. Neste artigo vamos entender um pouco mais sobre essas tecnologias.

A telemedicina, a inteligência artificial e outras modernidades estão aproximando todos os brasileiros de exames e tratamentos de qualidade. A Inteligência Artificial (IA) já está promovendo grandes mudanças na maneira como as coisas funcionam e no modo como pessoas e empresas se relacionam com a tecnologia. De uma maneira muito mais rápida, intuitiva e inteligente, os computadores estão analisando dados e buscando respostas para os mais diferentes problemas e questionamentos.

Na área da saúde não é diferente. A Inteligência Artificial na medicina vem impactando positivamente e é um grande auxílio para ampliar a capacidade de atendimento de pacientes e atuar na prevenção e tratamento de doenças. Neste artigo, vamos trazer alguns conceitos sobre Inteligência Artificial, como Machine e Deep Learning, e como a capacidade cognitiva dos computadores está sendo aplicada na medicina. O TensorFlow, uma biblioteca de software  de IA criado pelo Google, facilita a existência  destas aplicações e já é utilizado na telemedicina.

Uma importante função da Inteligência Artificial na medicina é o auxílio no diagnóstico de doenças. O TensorFlow  do Google, por exemplo, foi usado por um sistema que ajuda a identificar a retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira entre os adultos. O programa usa Deep Learning, analisando fotografias da retina para encontrar semelhanças. Em testes, a ferramenta conseguiu obter taxa de sucesso igual a dos médicos.

O Watson, algoritmo desenvolvido pela IBM é outro exemplo que ajuda no tratamento do câncer. A ferramenta também utiliza deep learning e baseado em evidências na literatura científica e nos dados clínicos e genéticos do paciente, indica possíveis tratamentos. O computador não diz qual é o melhor, mas traz todos os tratamentos oncológicos para o caso e suas evidências científicas, inclusive com grau de risco e efeitos colaterais.

TensorFlow: o algoritmo do Google na telemedicina

Em exames transmitidos via telemedicina é possível usar o aprendizado das máquinas para fazer a triagem e colocar as urgências em primeiro lugar da fila de análise. Pela leitura que já fez de outros exames, o computador auxilia na emissão de laudos mais precisos. Nesse caso, uma ferramenta bastante eficiente é o TensorFlow, biblioteca de software de inteligência artificial criado pelo Google.

Em sistemas de telemedicina, a solução é usada como reconhecimento visual para filtrar exames com possibilidades de diagnósticos críticos e, ao analisar os dados e as imagens do exame, a inteligência artificial vai aprendendo e consegue distinguir urgências em exames mais críticos, auxiliando os médicos. Caso as sugestões não façam sentido, o médico pode informar isso ao sistema, que usa essa informação para automaticamente se aperfeiçoar.

Com as ferramentas de análise de texto e imagem fornecidas pela ferramenta do Google também é possível informar quase que imediatamente se a qualidade do exame está comprometida e se ele precisará ser refeito. Isso é especialmente útil, já que o médico não “perde tempo”’ com um exame que não vai fornecer informações relevantes. E evita a reconvocação de pacientes para repetir a realização do exame.

Como funciona o TensorFlow

O TensorFlow é uma plataforma altamente escalável de machine learning que pode ser executado em um simples smartphone, computadores ou em data centers. A plataforma é open source e todos os algoritmos especializados para resolver questões específicas são disponibilizados na nuvem através de APIs.

Com este formato, a solução permite construir e treinar redes neurais e rapidamente gerar um produto ou serviço a partir do modelo preditivo treinado. Por isso, suas aplicações são inúmeras e podem ser usadas por indivíduos em busca de pesquisas ou mesmo grandes empresas que precisam implementar estratégias de Inteligência Artificial.

Referências bibliográficas

  1. https://portaltelemedicina.com.br/…/inteligenciaartificial-na-medicina- tensorflow
  2. https://saude.abril.com.br/…/tecnologias-que-ampliaram-o-acesso-a- tratamentos-e-diagnosticos-no-brasil/
  3. https://www.oncologiabrasil.com.br/novas-fronteiras-e-tecnologias-no- combate-ao-cancer/

Giancarla Bettoni
Ministra aulas de Raciocínio Lógico Matemático, Logística Integrada e Inclusão Digital